Há algum tempo, discutíamos sobre a compra de caças pelo Brasil. Não conseguia entender a necessidade de “investir” tanto dinheiro em recursos militares – não apenas os caças, mas também um submarino e tanques de guerra.
Naturalmente, não se trata de equipamentos para o Brasil enfrentar AT-ATs, X-Wings, Angels e Satan Goss. Nem mesmo para lidar com hipotéticos ataques de países como os Estados Unidos.
É necessário para patrulhar as fronteiras, a Amazônia, o mar territorial e a plataforma continental, especialmente na exploração do pré-sal. O objetivo é vigiar contra traficantes, contrabandistas, vândalos, sabotadores etc, os quais, esperamos, não virão a bordo de um Cruzador Imperial.
No caso dos caças, o governo prefere os franceses, fabricados pela Dassault. O acordo faria parte de uma aliança política-estratégica com a França, do presidente-sortudo Nicolas Sarkozy. Porém, de acordo com um relatório da FAB que teria vazado para a imprensa, o caça com melhor avaliação foi o sueco Gripen, da Saab.
O desacordo provocou (outro) mal-estar entre o presidente e setores do governo, como no caso da extradição de Cesare Battisti e o STF.