Durante sua visita ao oriente, o presidente norte-americano Barack Obama foi também ao Japão, onde se encontrou com o imperador Akihito (ou Heisei).
Obama foi fotografado cumprimentando Akihito de acordo com o costume local, que é se curvando diante da pessoa. A imagem gerou revolta nos setores mais conservadores dos EUA; comentaristas políticos afirmaram que “não é apropriado para um presidente americano se curvar diante de um estrangeiro” e “não reverenciamos reis ou imperadores”.
É lamentável que pessoas consideradas formadoras de opinião tenham tal mentalidade. Não é por ser descendente de japoneses, mas acredito que Obama agiu corretamente. De qualquer forma, a reverência já está adaptada, pois também há o aperto de mão. O que eu consideraria inadequado é se Obama se ajoalhasse em seiza (com o quadril sobre os calcanhares) e se curvasse até o rosto ficar próximo do chão – como era feito no Japão Feudal. Curvar-se é um cumprimento normal, que se faz no dia-a-dia, entre amigos, professores, colegas de trabalho. O que varia é o ângulo e o tempo de duração da reverência.
Neste caso, ainda podemos considerar outro aspecto. O imperador Akihito não tem poder político nem militar. Obama demonstrou respeito à cultura do local em que ele era a visita – além do mais, demonstrou respeito a uma pessoa mais velha.
Outros setores defenderam o gesto, considerando o ato “uma gentileza” e “boa vontade”. Aprender o básico dos costumes e cultura do país que se visita é algo que se espera de qualquer representante de um país – seja o presidente ou não.